Para fugir do óbvio, defumados do Jô

Quando o chef João Leme, do Rôti, mencionou uma vez um pequeno estabelecimento, atrás de uma porta de garagem, chamado Smoky Jô, lembrei de visitar e escrever sobre o lugar. É uma casinha de poucas mesas no térreo, mas com espaço para abrigar o instrumento de sua originalidade: o defumador de onde vem quase tudo servido ali.

Pois esta é a grande marca do Smoky Jô: adotar, e com talento, um veio que não se encontra na cidade. O Jô da história é o artista plástico gaúcho José Sergio Wolf, que ao abrir a casa cinco anos atrás cismou em fazer algo diferente.

Tudo é defumado, não somente carnes (que recheiam sanduíches variados ou compõem a feijoada) como até mesmo o arroz servido no almoço. Além de carnes e peixes (rosbife, picanha, tainha), há criações como o ótimo medalhão de costelinha de porco (desossada e enrolada com molho chimichurri) e a novidade, o “caviar” de costela defumada (capa da costela bovina).

Smoky Jô - Rua Mourato Coelho, 25 (Pinheiros, São Paulo), tel. 3061 1085.

Publicado no Guia da Folha em 13/10/2006