Basílico - Josimar Melo UOL Blog
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Novo Michelin de Nova York tem um 3-estrelas a menos

Acaba de sair a nova edição (a segunda) do guia Michelin de restaurantes e hotéis de Nova York. Não há muitas diferenças nas cotações de restaurantes em relação ao ano anterior. Antes eram quatro restaurantes com três estrelas (cotação máxima), agora são três, mas não por motivo de rebaixamento. O que saiu da lista foi o Alain Ducasse at the Essex House, porque em janeiro o restaurante fechará para mudar de local, com data de reabertura ainda imprevista. Ficam então com três estrelas Jean Georges, Le Bernardin e Per Se.


Le Bernardin, que mantém três estrelas no guia Michelin Nova York

Na zona das duas estrelas, são quatro os restaurantes: Daniel, Bouley, Masa e um novato, Del Posto (uma associação do casal Joseph e Lidia Bastianich com Mario Batali). O Danube caiu de duas para uma estrela -- este grupo conta com 32 casas; dele não fazem mais parte restaurantes como Nobu e Jo Jo, que perderam sua única estrela. O Le Cirque entrou no guia mas sem cotação, pois abriu quase no fechamento da edição. O L'Atelier de Joël Robuchon abriu depois, então nem chegou a entrar no guia. Uma nova seção mostra os lugares bons e baratos (os "Bib Gourmand", como eles chamam). Dá pra ver a lista completa dos estrelados e dos baratos no site do Michelin dos Estados Unidos.

No site dá pra ver também os restaurantes premiados na edição, que saiu no mês passado, do guia Michelin da região de San Francisco. Ali somente um restaurante tem três estrelas (French Laundry, em Yountville, do chef Thomas Keller, mesmo do Per Se).



Escrito por Josimar às 14h46
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O bom whisky à casa torna
Segunda-feira estive na cerimônia de transferência (venda) da coleção de whiskies de Claive Vidiz (a maior do mundo, registrada no Guinness Book of Records) para a Diageo (gigante britânico de bebidas, dono de quase todas as marcas de whisky de que você ouviu falar). O evento aconteceu no próprio museu montado por Claive num pavilhão em sua casa (e de onde se tem acesso a um autêntico pub, onde se bebe muito bem -- mas não as 3400 raras garrafas da coleção, todas fechadas). Estiveram presentes o lorde Blyth of Rowington, chairman da Diageo, e Randy Millian, que dirige a empresa na América Latina e Caribe.




Lorde Blyth of Rowington, chairman da Diageo, Claive Vidiz e Randy Millian


A pequena parte que me toca no assunto, além do fato de ter passados, ao longo dos anos, alguns bons momentos no museu e no pub e na casa do Claive, belo anfitrião, é o fato de que fui eu que o apresentei para o então presidente da Diageo (na época chamava-se UDV), Randy. Randy era vice-presidente da American Express, e o conheci quando casou com a adorável Gisela Cayubi, que tinha um gostoso bufê em São Paulo e hoje mora com o marido em Miami. Quando Randy foi convidado a assumir a presidência da UDV, e como não conhecia nada do mercado de bebidas, me disse que qualquer dica seria valiosa para ajudá-lo a entrar neste mundo. Eu então liguei para o Claive perguntando se poderíamos visitar a coleção dele. Claive nos recebeu, conversamos e bebemos muito. Fico feliz de saber que hoje, segundo me disseram, Randy foi um importante intermediário entre Claive e a direção mundial da empresa para levar ao bom desfecho do negócio.




Claive e Randy assinam a venda da coleção


Pena que agora as maravilhosas garrafas, cheias de história e de espírito, vão ficar tão longe, provavelmente num castelo na Escócia (o Dramuir Castle, da Johnnie Walker). Mas Claive, aos 72 anos, temia pelo futuro das garrafas. Agora sabe que ela ficará eternizada, bem como o seu nome, que vai batizar a coleção de agora em diante.

Para saber mais detalhes sobre a coleção, veja a matéria da Janaína Fidalgo na Folha Ilustrada de quinta passada (de onde, aliás, roubei o título deste post).



Escrito por Josimar às 12h12
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Eu quero Mocotó

Pra quem ainda não foi, recomendo o Mocotó, onde estive neste fim de semana, em São Paulo. Um pouco longe para quem mora na zona sul, fica no aprazível bairro da Vila Medeiros, na zona norte. Um entorno suburbano (como uma cidade pequena) e montanhoso (meio como Belo Horizonte). Comida nordestina sensacional.

Sábado foi na base da mocofava (caldo de mocotó com feijões, linguiça, bacon, pedaços de mocotó -- de levantar defunto); tapioca recheada com carne-seca, queijo de manteiga e crocante de mandioca; escondidinho (ótimo, cremoso); joelho de porco cozido (com um caldinho...); cabrito atolado (com mandioca, ótimo tempero); carne-de-sol frita (a que menos me agrada, vem na chapa quente, meio seca); baião-de-dois, cachaças especiais, cerveja. Sem falar do sensacional torresmo (o grande, onde até o formato é perfeito). Uma tarde comendo e bebendo sem parar, saindo feliz depois de gastar R$ 24,50 por pessoa. Boteco primoroso, onde a comida é reconfortante, os três salões são apertados e barulhentos, e a cozinha é (como diziam as avós) "um brinco".


Tapioca com carne-seca, queijo de manteiga e crocante de mandioca

Mocotó - Av. Nossa Senhora do Loreto, 1.100, Vila Medeiros, São Paulo, tel. 0xx11 6951-3056



Escrito por Josimar às 08h15
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Josimar Melo é jornalista,
crítico de gastronomia da
Folha de S.Paulo e agitador
cultural nessa área

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