Cachaça vermelha

Fui apresentado à nova linha de cachaças da Diageo, baseada na marca Nêga Fulô (que continua existindo, estagiada em tonéis de carvalho antigo, como sempre, mas apresentada em nova garrafa). É a linha Fulô 1827, composta de duas cachaças envelhecidas em madeiras brasileiras. São todas produzidas em Nova Friburgo (RJ), na fazenda Soledade, que eu conheço porque pertence a um grande amigo, o compositor Ronaldo Bastos e seus irmãos (um dos quais, o Vicente, é quem cuida da qualidade das bebidas, mesmo depois que a marca foi vendida à Diageo).


Da esq: Nêga Fulô em nova embalagem, Fulô 1827 Pau-Brasil, Fulô 1827 Jequitibá e embalagem de terracota

A Fulô 1827 Jequitibá, envelhecida em tonéis desta madeira (considerada neutra), na verdade tem realçado o sabor da cana, arredondada pela madeira, que lhe dar pouca cor e um toque mineral. Custa em torno de R$ 40. Já a Fulô 1827 Pau-Brasil (R$ 65) é surpreendente em todos os sentidos -- a começar pela cor vermelha brilhante, depois pela viscosidade da bebida, que a aproxima de um licor, e pelo sabor (tendente ao de um amaro), digestivo, com toques de damasco e tabaco.