Hoje, quinta-feira, às 13h e sábado às 16h reprisam o último episódio desta primeira temporada de O Guia, pelo NatGeo. Foi um mergulho no Brasil, na Amazônia. Mas não ficou na história.
(Foto Renata Grynszpan/Divulgação)
Moquém de jacaré, na tribo; e fazendo farinha, na casa dos caboclos
Claro, teve um olhar para o passado. Teve sopa de piranha (pescada e preparada por mim) e produção artesanal de farinha, feito numa casa de caboclos à beira do rio. Teve jacaré moqueado numa tribo indígena no rio Negro, numa apresentação já bem preparada para turistas, mas pelo menos na parte da comida, bem autêntica (a caça é feita por eles mesmos, com métodos antigos, e a comida é feita na oca, no moquém, como em tempos imemoriais). Teve a experiência com a ayahuasca, bebida alucinógena feita com dois vegetais, e usada (da forma que experimentei, no culto chamado Santo Daime) de forma estranha, misturada aos signos da religião cristã (que não tem nada a ver com a floresta, com os chamãs) -- droga poderosa e interessante, pena que consumida num ambiente de crentes e entre canções pobres e repetidas à exaustão (durante a missa, eu sonhava com música boa e sem repetição, como um longo improviso de Miles Davis...).
Sopa de piranha -- eu pesquei, eu preparei, na margem do rio Negro
Mas nem tudo é passado. No programa visitamos a cozinha moderna do bistrô Ananã, em Manaus; e no final, vimos o chef Alex Atala, de São Paulo, preparar um peixe da Amazônia para Ferran Adrià, com quem conversei no fecho do programa -- e da temporada.
Acabou -- mas já começou a repetir tudo de novo. Paris, Normandia, Londres, La Mancha, Salamanca, Turquia, ... 13 episódios no total. Quem perdeu, tem mais uma chance...











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