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Vinhos e Bebidas


 
 

Cultura do Vinho na França, em duas aulas

 

Amanhã e quinta-feira dou duas aulas na Escola São Paulo, sobre cultura e vinhos na França. Na verdade, o local da aula será fora da escola, na nova loja da KitchenAid.

 

15 e 17 de setembro | 3ª e 5ª feira

20h às 21h30

End: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1241, São Paulo.

Inscrições na Escola São Paulo: tel. 11 3060-3636



Escrito por Josimar às 19h07
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A resposta da Wine Spectator

Thomas Matthews, editor executivo da revista Wine Spectator, que deu um prêmio a um restaurante que não existia (veja no post mais abaixo), divulgou dias atrás um comunicado, no forum online da revista sobre o assunto.

Diz ele que todos estão sujeitos a erros, e que o plano do autor Robin Goldstein foi urdido com maestria -- por exemplo, ele chegou a fazer posts em sites de gastronomia com comentários a respeito do inexistente restaurante, além de deixar uma secretária eletrônica (com uma mensagem de fechado temporariamente para reforma) no telefone que constava do site do restaurante fictício. Veja aqui, em inglês, a versão da revista.

A Wine Spectator anuncia que premiou mais de quatro mil restaurantes este ano. Mesmo não contando aqueles que se inscreveram e não ganharam prêmios (segundo a revista há vários), o total de premiados já significa uma arrecadação, em inscrições, de mais de um milhão de dólares. É de se supor -- e os leitores têm direito de exigir -- que com este faturamento milionário para o prêmio, houvesse mais rigor na verificação. Afinal, já vi restaurantes que, mesmo existindo, e mesmo tendo uma bela carta de vinhos impressa, na realidade não tinham em sua adega nem um terço dos vinhos anunciados na carta premiada.



Escrito por Josimar às 11h07
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Wine Spectator flagrada em gafe

Já me perguntei algumas vezes até que ponto os prêmios para cartas de vinhos atribuídos no mundo inteiro pela poderosa revista norte-americana Wine Spectator seriam realmente fundamentados. Para premiar o serviço de vinhos, seria preciso ir a cada um dos milhares de restaurantes que se inscrevem -- e eles não vão. Mesmo para premiar somente a carta de vinhos, seria preciso ter certeza de que todos aqueles vinhos estão mesmo ali na adega do restaurante, estão realmente sendo oferecidos. Como fazer?

Enquanto eu todo ano pensava no assunto, revelou-se esta semana que alguém resolveu parar de pensar e agir. E fez com que a Wine Spectator de agosto concedesse um prêmio (Award of Excellence) para uma carta de vinhos fictícia. De um restaurante que, ele próprio, sequer existe...

Para isso o escritor de vinhos Robin Goldstein inventou um restaurante em Milão (Osteria L'Intrepido), inventou um menu fictício, uma longa carta de vinhos, e mandou tudo para a WS, junto com a ficha de inscrição e a taxa de US$ 250. Detalhes: o menu, segundo ele, era uma divertida mistura de receitas novo-italianas meio espalhafatosas; e na carta de vinhos, composta por rótulos comuns, havia uma seção de "vinhos de reserva" cheia de vinhos com algumas das mais baixas cotações (várias abaixo de 70 pontos) dadas pela WS nos últimos 20 anos... E mesmo assim foi premiada.

(Observação oportunista: o falso restaurante fica em Milão, no país em que vive o diretor europeu da revista, James Suckling, cuja performance no filme Mondovino já me havia deixado com um pé bem atrás em relação à figura.)

O The New York Times já havia feito uma matéria, em 2003, estranhando a facilidade com que os prêmios da WS são dados. Ela anota que naquele ano os 3.573 inscritos pagaram a taxa de US$ 175, rendendo à revista mais de US$ 625 mil. Hoje a inscrição custa US$ 250.

Veja a história contatada pelo seu autor, em inglês, aqui.

 



Escrito por Josimar às 18h31
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História do vinho

Quem estiver interessado no assunto, anote: nesta próxima semana, nas noites de segunda até quarta-feira, estarei dando um pequeno curso intitulado História do Vinho. Vai ser na Escola São Paulo. As três aulas vão abordar:

- As origens do vinho e a Antiguidade Clássica: os primeiros tempos na África e no Mediterrâneo, a hegemonia grega e a difusão pelo império Romano.

- O vinho na Europa: sua consolidação no final da Idade Média, a França como paradigma dos estilos, a originalidade de países como Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

- O vinho do Novo Mundo: na segunda metade do século 20 países de vitivinicultura emergente se impõem em outros continentes (Estados Unidos, América Latina, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e o caso do Brasil).

O curso terá degustação de alguns bons vinhos para todos os participantes.

Inscrições, preços coisa e tal podem ser checados no site da Escola.



Escrito por Josimar às 21h08
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Corra: 150 vinhos para cair de boca

A importadora Vinci (do mesmo dono da Mistral) realiza hoje e amanhã em São Paulo, e quarta-feira no Rio, o evento Vini Vinci, no qual 25 belos produtores de vários países (representados, em geral, pelos proprietários ou enólogos) apresentarão cerca de 150 vinhos para o público pagante. (Custa 120,00 por pessoa, para beber e conversar à vontade -- mas é preciso comprar por telefone, 0xx11 6097-0000.)

Hoje foi o almoço de apresentação para a imprensa em São Paulo. Na minha mesa estavam a italiana Caterina Dei, da Dei Azienda Agricola Montepulciano, da qual provamos um sedoso Vino Nobile di Montepulciano 2002 (feito com a uva prugnolo gentile em 80%); o chileno Oscar Salas, da vinicola Terra Andina (que pertence à Santa Rita), da qual bebemos um Chadonnay reserva 2002 vinificado parcialmente em barrica no vale de Casablanca; e o sul-africano Duncan Woods, diretor das vinícolas Guardian Peak, Rust en Vrede e Ernie Els (entre outras), da região de Stellenbosch -- dele bebemos o Guardian Peak Frontier 2004, corte de Cabernet Sauvignon, Shiraz e Merlot.


A produtora Caterina Dei, o enólogo Oscar Salas e o diretor Duncan Woods, com os respectivos vinhos



Escrito por Josimar às 15h48
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Para quem se interessa por cerveja

Recebi esses dias uma mensagem de um leitor do meu livro "Folha explica a cerveja", com uma crítica. Ele se refere, especificamente, à introdução do livro, que pode ser lida aqui. Reproduzo abaixo o comentário do leitor, e a resposta que enviei a ele. Aí cada um vê, pela sua experiência, qual das opiniões tem mais fundamento.

O leitor:

Errou Josimar Melo ao criticar a cerveja estupidamente gelada e somente compreender cultura estabelecida por outros povos. O brasileiro, que conhece sua terra, pede uma cerveja tão gelada porque sabe que rapidinho ela já terá alguns graus a mais e estará na temperatura que "lhe agrada" (que aliás é diferente da temperatura estabelecida por uma pessoa como sendo a "ideal").

Gruß aus Bremen,

[assinatura do leitor]

Resposta

O leitor se engana. O brasileiro habitualmente não pede a cerveja geladíssima porque sabe que ela esquentará no copo até a temperatura que lhe agrada. Basta perguntar em qualquer mesa de bar (no Brasil). Pelo contrário, o cliente costuma pedir até um balde de gelo (ou aquelas capas de isopor ou plástico) para manter a cerveja gelada o máximo possível. Quando a garrafa de cerveja chega à mesa, mesmo que embaçada por fora e quase congelada por dentro, as pessoas se servem imediatamente, e bebem o mais rápido que podem o conteúdo do seu copo -- e quanto mais gelado, melhor.

Pela saudação final do leitor ("saudações de Bremen"), ele deve estar em Bremen, então sabe que na Alemanha a cerveja pode vir em grandes jarras ou em copos enormes e nunca estará em temperaturas próximas de zero, como aqui. E será melhor apreciada em seu aroma e paladar do que uma cerveja (ou qualquer líquido) estupidamente gelado. Por outro lado, são cervejas (as da Alemanha) com mais gosto e corpo, e menos "refrigerantes" do que praticamente todas as que tínhamos no Brasil. Pelo menos estamos tendo agora uma variedade maior de tipos de cerveja, e mesmo as pilsen têm ganhado versões mais saborosas, que vão terminar, espero, levando os brasileiros a bebê-las mais do jeito de Bremen do que do Rio...

Gruß aus São Paulo,

Josimar



Escrito por Josimar às 10h18
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Cachaça vermelha

Fui apresentado à nova linha de cachaças da Diageo, baseada na marca Nêga Fulô (que continua existindo, estagiada em tonéis de carvalho antigo, como sempre, mas apresentada em nova garrafa). É a linha Fulô 1827, composta de duas cachaças envelhecidas em madeiras brasileiras. São todas produzidas em Nova Friburgo (RJ), na fazenda Soledade, que eu conheço porque pertence a um grande amigo, o compositor Ronaldo Bastos e seus irmãos (um dos quais, o Vicente, é quem cuida da qualidade das bebidas, mesmo depois que a marca foi vendida à Diageo).


Da esq: Nêga Fulô em nova embalagem, Fulô 1827 Pau-Brasil, Fulô 1827 Jequitibá e embalagem de terracota

A Fulô 1827 Jequitibá, envelhecida em tonéis desta madeira (considerada neutra), na verdade tem realçado o sabor da cana, arredondada pela madeira, que lhe dar pouca cor e um toque mineral. Custa em torno de R$ 40. Já a Fulô 1827 Pau-Brasil (R$ 65) é surpreendente em todos os sentidos -- a começar pela cor vermelha brilhante, depois pela viscosidade da bebida, que a aproxima de um licor, e pelo sabor (tendente ao de um amaro), digestivo, com toques de damasco e tabaco.



Escrito por Josimar às 12h15
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Ainda no alto: Teresópolis, com altos vinhos


Garrafas do Château Mouton Rothschild degustadas

Depois da serra Gaúcha, veio a serra de Teresópolis. Estive lá esta semana (terça-feira) para participar de uma degustação promovida pela Universidade Estácio de Sá e pelo hotel Le Canton. Foi meio que uma operação casada para divulgar tanto os cursos de gastronomia e hotelaria da universidade, quanto o próprio hotel, que deixou de ser uma pequena pensão para virar um grande hotel, com extensa área, chalés espalhados, piscinas aquecidas, restaurante suíço e spa francês (o Caudalie, especializado em tratamentos estéticos com derivados de uvas viníferas).

Para beber? A degustação foi “apenas” uma vertical de Château Mouton Rothschild –safras 2002, 2001, 1999, 1998, 1995 e 1990, dirigida pelo sommelier Fernando Miranda.

Destaques:

• O 2002 era tão intenso, com aromas tão típicos (cereja, tabaco, torrefação, pimenta, bons taninos) que foi acusado de ser muito parkerizado, perdendo a alma do Mouton e se aproximando demais de vinhos do Novo Mundo. Mas eu não achei ruim.
• O 1999 foi o meu preferido; embora já feito na era de influência da dupla Parker / Rolland, dá um banho de elegância, com aromas finos e insinuantes (frutas vermelhas, especiarias, pimentão, redondo na boca, ótimo corpo). Show.
• O 1990 me preocupou: ano de nascimento de minha filha, tenho alguns em casa, comprados en primeur à época, e aguardando a festa de 18 anos. Achei que estava dando sinais de oxidação, ao menos a amostra que tive diante de mim.
• Numa fala que me forçaram a fazer (forasteiro, estava ali quieto no meu cantinho até ser denunciado no final), entre outras coisas discordei de quem achava que estes vinhos que já nascem prontos para beber, ao contrário da antiga tradição de guarda dos grandes rótulos, fosse uma moda passageira. Mais: disse que acho bom poder beber logo os grandes vinhos (acabou a época dos barões que podiam guardar por décadas suas garrafas), especialmente se são vinhos que, ao mesmo tempo em que se pode beber jovens, também podem ser guardados e melhorados com o tempo. Como vem acontecendo com os melhores châteaux.
• De resto, concordei com os danos que a influência de Parker traz para a produção mundial de vinhos, ao levá-los a uma padronização empobrecedora. Processo no qual o maior culpado nem é o próprio Parker, mas a caretice do consumidor médio americano, que adora um pai dizendo que se pode pagar um pouco mais por tal vinho já que ele tem nota maior que outro. Este consumidor prefere que alguém diga que um vinho é meio centésimo (!) de ponto melhor que outro, do que provar os vinhos e eleger seus preferidos. Um horror. Pior: um horror monetarizado, e cuja grana decide os destinos do mercado produtor.

A noitada acabou com um interregno capitaneado pelo convidado José Hugo Celidônio, que liderou uma rodada de dry martinis; e um jantar de inspiração suíça preparado pelo chef do hotel, Alain Jacot (acompanhado por vinhos suíços).



Escrito por Josimar às 13h35
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Oito ou 800

Dia curioso, a quinta-feira passada. Às 11 horas, encontro marcado na Enoteca Fasano com Antonio Soares Franco, presidente da vinícola portuguesa José Maria da Fonseca (a mesma do Periquita), para mostrar dois tipos de vinho da linha premium da empresa: dois Portos (um LBV 1999 e um Vintage 2000, feitos em parceria com Cristiano van Zeller); e cinco vinho Moscatel de Setúbal, sendo quatro da linha Alambre (de 10, 20, 30 e 40 anos), e um verdadeiramente raro: o Trilogia.

Os Moscatéis provados são todos vinhos densos, alcoólicos, plenos de corpo e fruta. O Alambre 30 anos me pareceu sensacional, equilibrado, o álcool totalmente domado. O LBV 99 tem com gosto estonteante de figo; o Vintage 2000 com muito boa fruta, ainda naquela fase inicial dos Vintage, quando ainda têm bastante fruta (logo depois eles se fecham, para reabrir –ainda melhores— somente uma ou várias décadas depois).

A estrela foi o Trilogia, uma raridade: foi feito com reservas, ainda existentes em tonéis, das três melhores safras de Moscatel de Setúbal produzidos pela casa no século passado –1900, 1934 e 1965. Muita finesse, pouco açúcar e grande doçura arredondada pelo tempo. Foram produzidas apenas 8 mil garrafas de ½ litro, e nunca mais será feito novamente. Ao Brasil vieram apenas 300 garrafas, ao preço de R$ 800,00 cada.


Antonio Soares Franco fala aos jornalistas

Foram momentos agradáveis, onde reencontrei Soares Franco (da sexta geração da família proprietária), e onde os vinhos foram acompanhados por frutas, chocolates e queijos, entre eles um cremoso Serra da Estrela. Mas tive que sair às 13 horas para um almoço longe dali, em Pinheiros: deixei a Enoteca Fasano em direção ao Feijão de Corda, para comer comida nordestina, no restaurante da rede aberto há pouco em Pinheiros.

No lugar do Trilogia de R$ 800,00, duas boas doses de cachaça catarinense Solar, tipo uns R$ 8,00 as duas, seguidas de uma garrafa de cerveja Serra Malte. No lugar do queijo da Serra da Estrela, manteiga-de-garrafa sobre mandioca cozida e torresminho. Em seguida, cabrito com maxixe, feijão-de-corda, arroz. No final, compota de caju. As entradas não emocionaram, o cabrito estava bom, e de toda forma, saí de lá apreciando estas coisas da vida, nossa capacidade de extrair prazer em pontas tão contrastantes da nossa experiência do cotidiano.


Nordeste à mesa: cabrito com maxixe do Feijão de Corda



Escrito por Josimar às 14h10
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Um brinde

Deu no “Journal of Labour Research”: quem bebe ganha mais do que quem não bebe. Foi a conclusão de um estudo americano. Homens que bebem bebida alcoólica ganham 10% mais que os abstêmios. No caso das mulheres, elas ganham 14% mais que suas colegas comportadas.



Escrito por Josimar às 11h03
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Rumo Norte 2

Pois em meu inesperado almoço na simpática churrascaria Villares, na zona norte paulistana, havia vinhos – e muitos. Ocorre que na mesa estavam diretores da vinícola Salton, que resolveram mostrar algumas novidades. Entre elas, aquela coisa bizarra que, quem gosta de vinhos, costuma cobiçar: garrafas sem rótulo, de vinho que ainda não está pronto. Quer coisa pior do que, por exemplo, beber vinhos ainda sendo feitos, na barrica? Duros, ásperos, tânicos? Mera sombra do que poderão ser um dia? Pois quem adora vinhos sonha com a chance de beber estas zurrapas no barril. Claro, quem é muito bom no ramo ao menos consegue aprender muito sobre o que o vinho vai virar depois. Mas ter prazer na hora é difícil. É puro trabalho. Às vezes me vejo nesta situação; você sai de lá com a boca roxa e travada. Mas são ossos do ofício. Ossos melhores quando uma costela ajuda a arredondar o paladar; e quando, já fora da barrica, o vinho está em garrafas, como os que provei da Salton –na garrafa eles costumam estar quase no ponto; e a curiosidade de enófilo e jornalista nos impede de recusar uma prova desta.

Antes das misteriosas garrafas, Ângelo Salton me mostrou quatro vinhos interessantes, que eles produzem para venda exclusivamente a visitantes de sua nova cantina no Sul. Eles foram batizados de Salton Séries, com o objetivo de serem “didáticos”: são todos monovarietais, produzidos em pequena quantidade com uvas de vinhedos únicos e sem passar por madeira. É interessante cotejar os quatro, notando as diferenças (são uvas diferentes mas vinificadas pela mesma empresa, na mesma safra – 2005 -- e pelo mesmo enólogo). São um Malbec, um aromático Cabernet Franc, um Carmenère bem típico e um curioso Teroldego (uva italiana que, disseram eles, é muito comum no sul, trazida há tempos pelos italianos).

Mas o ponto alto do almoço foram as tais garrafas sem rótulo. Dentro delas estavam as jóias da Salton, elaboradas com a supervisão do enólogo argentino Angel Mendoza. Ambos vinhos engarrafados há três meses, mas que ainda estão repousando na adega, à espera de serem lançados no mercado, só daqui a meio ano. Numa delas, o já conhecido Talento, cuja primeira safra, 2002, foi unanimemente elogiado pela crítica; para acompanhar a costela experimentamos o da safra 2004 (em 2003 não houve Talento). Outro, uma novidade: o Desejo 2004, primeira safra deste novo vinho. Ambos já estão praticamente prontos e já revelam sua qualidade. O Talento, mais complexo (uma mescla com predominância de Cabernet Sauvignon, mais Merlot e Tannat), e o Desejo, 100% Merlot, bastante sedoso e aveludado. Valerá a pena prová-los já com rótulo – faltam apenas seis meses.



Escrito por Josimar às 20h42
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Grand Cru faz degustação de tops

Anos atrás, começaram a proliferar na cidade as degustações de vinho. Elas continuam em alta, mas, de um tempo para cá, aparecem também numa nova modalidade, a de harmonizações de vinhos com comida.

Para promover seus produtos, a importadora Grand Cru realiza entre 28 e 31 de agosto eventos onde os dois tipos de degustação se sucedem, com a participação de figuras importantes como o sommelier francês Gérard Mageon (do grupo de Alain Ducasse) e o enólogo argentino Roberto de la Mota.

Os jantares harmonizados com vinhos acontecem com cardápio de Alex Atala, no D.O. M. , na terça, dia 29, e de Carla Pernambuco, na Grand Cru (r. Bela Cintra, 1.799), na quarta, dia 30.

Entre as degustações, há uma dirigida por Mageon com grandes Bordeaux da safra 2003 (R$ 980 por pessoa). Mais informações sobre a programação e inscrições pelo telefone 3062-6388.

Publicado ontem no Guia da Folha, na minha coluna Notas do Gourmet



Escrito por Josimar às 20h20
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Josimar Melo é jornalista,
crítico de gastronomia da
Folha de S.Paulo e agitador
cultural nessa área

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